Helenismo

Grécia Sagrada

Ἱερὰ Ἑλλάς

Os santuários e templos onde a presença dos Deuses era celebrada e consultada.

Vista do Partenon na Acrópole de Atenas

Acrópole de Atenas

Rochedo sagrado da pólis ateniense. Coroada pelo Partenon (Atena Parthenos), o Erecteion (Atena Poliás e Poseidon-Erecteu), o templo de Nike Aptera e os Propileus, construídos no séc. V a.C. sob Péricles.

‘Há uma entrada única para a Acrópole, e outra não permite a natureza do lugar, íngreme por todos os lados e cercada de fortes muralhas.’
Pausânias, Descrição da Grécia I.22.4
Divindades em destaque

Atena Poliás (patrona), Poseidon-Erecteu, Ártemis Brauronia, Zeus Polieús.

Ruínas do Templo de Apolo em Delfos

Delfos

Umbigo (omphalós) do mundo grego, no flanco do Parnaso. Templo de Apolo Pítio; a Pítia respondia às consultas dos gregos e dos bárbaros. Sede dos Jogos Píticos e dos Ampoktíones.

‘Contam os délficos que primeiro Gaia possuiu o oráculo, e o passou a Temis, e Temis a Febe, que o deu a Apolo.’
Pausânias, Descrição da Grécia X.5.5–7
Divindades em destaque

Apolo Pítio; Atena Pronaia; Dionísio (no inverno, na ausência de Apolo).

Ruínas do Templo de Zeus em Olímpia

Olímpia

Grande santuário de Zeus na Élide; abrigou a estátua criselefantina de Fídias (uma das sete maravilhas). Sede dos Jogos Olímpicos quadrienais a partir de 776 a.C.

‘Ao entrar no templo do Zeus Olímpico, o deus está sentado num trono; é feito de ouro e marfim. Uma coroa que imita ramos de oliveira lhe adorna a cabeça.’
Pausânias, Descrição da Grécia V.11.1
Divindades em destaque

Zeus Olímpico, Hera (no antigo Heraion), Pélops (heroon).

Ruínas e Leões de Délos

Délos

Ilha natal de Apolo e Ártemis, centro da anfictionia jônica. Peregrinação panhelênica descrita no Hino Homérico a Apolo; santuário administrado por Atenas no séc. V a.C.

‘Os habitantes de Délos afirmam que a ilha antes flutuava, mas Apolo a fixou com quatro colunas quando ali quis nascer.’
Pausânias, Pausânias VIII.33.2 (citação indireta)
Divindades em destaque

Apolo Délios, Ártemis, Leto, Zeus Cíntio.

Ruínas do santuário de Elêusis

Elêusis

Sede dos Grandes Mistérios de Deméter e Perséfone. Iniciação anual em Boedromión, precedida pelos Pequenos Mistérios em Agrai. O segredo dos ritos era mantido sob pena de morte.

‘Um sonho me impediu de descrever o que se passa dentro do muro do santuário; e não é permitido aos não iniciados perguntar sobre o que veem.’
Pausânias, Descrição da Grécia I.38.7
Divindades em destaque

Deméter, Perséfone, Íaco, Triptólemo.

Monte Olimpo

Monte Olimpo

Cume nevado entre Tessália e Macedônia; morada dos doze Olímpicos. Homero descreve palácios de bronze, forjados por Hefesto, onde os deuses banqueteiam ambrosia.

‘Os macedônios que habitam ao pé do Olimpo dizem que o cume do monte é chamado assento de Zeus.’
Pausânias, Descrição da Grécia IX.30.8 (referência)
Divindades em destaque

Os doze Olímpicos; culto arcádico de Zeus Olímpico no cume.

Areópago

Areópago

Colina rochosa a noroeste da Acrópole, sede do antigo conselho ateniense que julgava homicídios sob a presidência do arconte-basileu. Consagrada às Erínias/Eumênides, que ali receberam culto após o julgamento de Orestes narrado por Ésquilo.

‘Junto à Acrópole há o santuário das deusas que os atenienses chamam Augustas, mas Hesíodo, na Teogonia, as chama Erínias.’
Pausânias, Descrição da Grécia I.28.6
Divindades em destaque

Eumênides (Erínias), Atena Areia, Ares (que ali teria sido julgado pela morte de Halirrótio).

Erecteion

Erecteion

Templo jônico da Acrópole (421–406 a.C.) que abrigava a antiquíssima estátua olivo-lenhosa de Atena Poliás, a marca do tridente de Poseidon e a oliveira sagrada. Núcleo do culto dos mais velhos da pólis; sede das Panateneias.

‘Há também um edifício chamado Erecteion; diante da entrada, um altar de Zeus Hípato, onde nada vivo se sacrifica. Dentro há altares de Poseidon, no qual sacrificam a Erecteu por antigo oráculo.’
Pausânias, Descrição da Grécia I.26.5
Divindades em destaque

Atena Poliás, Poseidon-Erecteu, Hefesto, Bouté, Zeus Hípato.

Hefaisteion

Hefaisteion (Templo de Hefesto)

Templo dórico do séc. V a.C. sobre o Colono Agoreo, no limite ocidental da Ágora de Atenas. Dedicado a Hefesto e Atena Ergane, patronos dos artesãos do bairro do Cerâmico. É o templo grego mais bem preservado.

‘Acima do Cerâmico e da estoa chamada Real está um templo de Hefesto. Não me surpreendi que junto dele haja uma imagem de Atena, pois conheço o mito relativo a Erictônio.’
Pausânias, Descrição da Grécia I.14.6
Divindades em destaque

Hefesto, Atena Ergane.

Epidauro

Epidauro

Grande santuário de Asclépio na Argólida, principal centro de cura da Grécia antiga. Peregrinos dormiam no ábaton para receber sonhos-diagnóstico do deus (incubação). Sede dos Jogos Asclepieia e do célebre teatro do séc. IV a.C.

‘Aqui está a estátua de Asclépio, do tamanho, na metade, do Zeus Olímpico de Atenas. É de marfim e ouro. Uma inscrição indica o artista: Trasímedes de Paros, filho de Arígnoto.’
Pausânias, Descrição da Grécia II.27.2
Divindades em destaque

Asclépio, Higeia, Apolo Maleatas.

Dodona

Dodona

O mais antigo oráculo grego, no Epiro, dedicado a Zeus Naios e Dione. Os sacerdotes ‘Selloi’ interpretavam o farfalhar das folhas do carvalho sagrado e o som de bacias de bronze suspensas. Consultado por Odisseu, segundo a Odisseia XIV.

‘Os mais antigos oráculos, e aqueles que os poetas mais celebraram, foram os dos Selloi em Dodona, e o de Apolo em Delfos.’
Pausânias, Descrição da Grécia X.12.10 (paráfrase)
Divindades em destaque

Zeus Naios, Dione, Afrodite.

Templo de Apolo Epicúrio em Bassas

Templo de Apolo Epicúrio em Bassas

Templo dórico da alta Arcádia (c. 420 a.C.), obra atribuída a Ictino. Consagrado a Apolo Epicúrio (‘Auxiliador’) em agradecimento pela cura de uma peste. Contém a primeira coluna coríntia conhecida e um friso interno de tema amazônico.

‘Dos templos do Peloponeso, este pode ser posto em segundo lugar depois do de Tegea, pela beleza da pedra e pela harmonia da construção.’
Pausânias, Descrição da Grécia VIII.41.8
Divindades em destaque

Apolo Epicúrio.

Templo de Poseidon no Cabo Sunião

Cabo Sunião (Templo de Poseidon)

Promontório ao sul da Ática, com templos gêmeos de Poseidon e Atena Souniás (séc. V a.C.). Ponto de vigília naval e marcador de rota para os navegantes que voltavam ao Pireu; celebrado por Homero na Odisseia III.

‘Quando se navega da Ática para as ilhas, a primeira coisa que se vê é o cabo Sunião: aos que ali sobem, aparece um templo de Atena Souniás.’
Pausânias, Descrição da Grécia I.1.1
Divindades em destaque

Poseidon, Atena Souniás.

Colunas do Templo de Zeus Olímpico em Atenas

Olympieion (Templo de Zeus Olímpico, Atenas)

Colossal templo coríntio a Zeus Olímpico em Atenas, iniciado por Pisístrato no séc. VI a.C. e concluído sob Adriano (131 d.C.). Abrigou uma estátua criselefantina do deus e, ao lado, uma efígie do próprio imperador como restaurador do culto helênico.

‘Adriano, imperador romano, dedicou o templo e uma estátua digna de ser vista, superior em grandeza a todas as demais estátuas, exceto o colosso de Rodes e o de Roma.’
Pausânias, Descrição da Grécia I.18.6
Divindades em destaque

Zeus Olímpico.